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A HISTÓRIA DO JAZZ

 JAZZ

 

Olá pessoal, nesta edição resolvi mudar um pouco de assunto, pois como todos já sabem sempre falo sobre instrumentos musicais, porém hoje resolvi falar sobre um ritmo, estou falando do nosso excelente e bom Jazz, isso mesmo.

Pelo dicionário o jazz é música norte-americana caracterizada por improvisação, ritmos sincopados, execução em conjunto contrapontístico e feições melódicas especiais, peculiares à interpretação individual de cada tocador, ou seja, ele é um ritmo envolvente, um ritmo que nos traz uma paz intensa, que não nos cansamos de ouvir .

E você sabe como este ritmo surgiu? A história do jazz começa bem antes de seu batizado. Enraizado na cultura negra, seu ritmo envolvente chegou aos Estados Unidos por volta de 1808, quando cerca de meio milhão de africanos foram escravizados e levados, principalmente, para os estados do sul. Com uma forte tradição da música tribal, os viajantes dançavam para manter sua saúde e satirizar a forma como eram tratados pelos seus senhores.

Já em 1840, eram comuns as festas no Place Congo em Nova Orleans, organizadas aos domingos ao som de tambores e divertidas danças africanas. Para manter uma boa relação com seus escravos, a maioria dos chefes de plantações permitia o canto e até a prática de alguns instrumentos, o que agregava ainda mais valor à venda de seus servos. A mistura da harmonia ocidental com as melodias americanas, provenientes especialmente das igrejas, acabou dando origem as primeiras “blue notes” do jazz, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing e raqtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são aqueles usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento.

Entre 1890 e 1910, a abertura de salões para bailes públicos e tea rooms invadiu as cidades. Vibrante e animado, o blues-ragtime improvisado conquistava o gosto popular e aos poucos, nasciam as suas variações. Entre os estilos estava o jazz, encenado nas apresentações do líder da banda Buddy Bolden.

Com tantos eventos, Nova Orleans se tornou uma verdadeira mistura de raças. E, por volta de 1880, começam a surgir diversas bandas como a Onward Bress Band, conhecida por prestar serviços em funerais luxuosos. Nas cerimônias, o grupo costumava tocar canções solenes a caminho do cemitério e, na volta, versões de música no estilo ragtime.

 

Jazz

 

Um dos primeiros artistas a investir no improviso do jazz, o trompetista Buddy Bolden também marcou a história do ritmo. A partir de 1890, o músico e sua banda fazem apresentações nos padrões Storyville, com direito a dança afro-crioula e músicas com traços de blues e pitadas de swing.

Seguindo esta mesma tendência, o pianista Jelly Roll Morton foi um dos primeiros a se referir ao jazz como “um estilo que pode ser aplicado a qualquer tipo de canção”. Composta pelo artista e publicada em 1915, o “Jelly Roll Blues” foi o primeiro arranjo impresso do estilo, fazendo com que mais músicos da cidade conhecessem o seu trabalho. Neste mesmo período, acendia Joe “King” Oliver, com um estilo mais próximo do blues. O músico tocava com o trombonista Kid Ory e foi um dos mentores de Louis Armstrong, jovem fã de Bolden.

De 1920 a 1933, passou a vigorar nos Estados Unidos uma lei que proibia a venda de bebidas alcoólicas. Como alternativa à medida, originaram-se os speakeasies, onde eram comercializadas ilegalmente. Estes locais foram importantes difusores do jazz e, por isso, o ritmo ganhou a fama de imoral. Em 1922, a Original Crede Jazz Band foi convidada para gravar suas canções, sendo a primeira banda do estilo formada por músicos negros a fazê-lo.

A partir daí, o jazz se espalhou pelo país e Chicago passou a ser o novo centro de desenvolvimento do Dixieland. Em 1924, Bix Beidercecke formou os “The Wolverines” e Louis Armstrong passou a ser o solista da banda Fletcher Henderson. Jelly Roll Morton por sua vez, gravou com os New Orleans Rhythm Kinds e formou os Red Hot Peppers. Nesta época, o mercado para a música dançante já havia sido ampliado, estimulado pelo jazz interpretado por orquestras de artistas brancos, como Paul Whiteman.

Devido à sua divulgação mundial, o jazz se adaptou a muitos estilos musicais locais, obtendo, assim, uma grande variedade melódica, harmônica e rítmica.

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 Vanessa

 

Vanessa Pereira Leite

Musicista, pedagoga, jornalista e amante do jazz

MTB 55154

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